"A má ciência é ensinada e os alunos perdem interesse"

            

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<figcaption class= Em 2017, a Olimpíada Astronáutica e Astronáutica da América Latina foi realizada no Chile. (Cortesia)

            

3 min. Lição

Cosme Aquino Ovelar, estudante de Educação Secundária da Escola Presbiteriana do Paraguai de Luque, é um dos jovens campeões da IX Olimpíada Latino Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA ), onde o Paraguai conquistou cinco medalhas, duas delas de ouro.

Cosme ganhou uma prata e hoje continua a fazer parte da equipe de astronomia paraguaia que participará pela primeira vez na Olimpíada Internacional de Astronomia e Astronáutica (IOAA).

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Segundo Cosme, a educação científica dada aos jovens não é boa no Paraguai e é por isso que muitos estudantes do ensino secundário estão desinteressados ​​na ciência antes de chegarem à universidade.

A Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica ocorre em meados de novembro, em 2018, em um país asiático. O Paraguai nunca participou dessa Olimpíada, então é um momento histórico.

A redação de Ciência do Sul falou brevemente com Cosme sobre a importância da astronomia, da educação científica e das várias atividades que serão feitas para levantar fundos e chegar à Ásia, em busca de uma medalha.

Este ano, a Olimpíada Paraguaira de Astronomia e Astronáutica (OPAA) começará em abril, enquanto a Olimpíada Astronáutica e Astronáutica (19459014) da X América Latina e América Latina (19459013) será realizada aproximadamente em Outubro no Paraguai.

– Por que a astronomia é importante?

A astronomia nos acompanhou desde nossas origens, revolucionando nosso pensamento e a forma como entendemos o universo hoje.

Sua importância reside no fato de que nos dá conhecimento sobre galáxias, estrelas e o próprio universo, o que, por sua vez, nos ajuda a entender e medir o quanto ainda temos que descobrir.

Isso mostra que apenas "somos uma mancha de poeira suspensa em um raio de sol" .

– As disciplinas científicas são ensinadas bem como física e matemática nas escolas do Paraguai?

Gostaria de dizer sim, mas a realidade é diferente. Este é um país onde menos de 5% é investido em educação e onde não há entidades para pesquisas nessas áreas.

É difícil para os professores – que freqüentemente têm treinamento baixo – ensinar corretamente. Mas é muito mais difícil para estudantes que, como resultado desse problema, não são atraídos por esses ramos da ciência.

Cosme Aquino (à esquerda) com seus colegas de equipe que compõem a equipe de astronomia e astronáutica paraguaias. O aluno quer se tornar um físico. (Cortesia)

– Eles foram o primeiro grupo paraguaio a ganhar uma medalha de ouro e obter uma melhor pontuação no OLAA e até mesmo em uma olimpíada regional. Treinaram muito para obter as medalhas?

Sim, devemos admitir que foi um processo muito longo. No início dos treinamentos nos encontramos apenas nos sábados e domingos, mas, à medida que as Olimpíadas se aproximavam, começamos a estudar todos os dias. Houve dias em que perdemos a escola para treinar.

O Paraguai participou do OLAA desde a primeira edição em 2009 e sempre foi um desejo de obter essa conquista.

– Suporte recebido?

Sim. Tanto para a OLAA quanto para a OPAA, tivemos o apoio do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (Conacyt), através da Universidade do Cone Sul das Américas e outras empresas que promoveu a participação de jovens neste tipo de competências.

Mas devemos reconhecer que é difícil obter ajuda para esse tipo de eventos. Não podemos deixar de mencionar nossos pais e professores que nos ajudaram consideravelmente.

– Os cursos de graduação ou pós-graduação devem ser abertos em astronomia e astronáutica no Paraguai?

É uma pergunta difícil de responder. O Paraguai não pode fazer astronomia sem antes ter profissionais nacionais. Isso implicaria a abertura dessas carreiras, a obtenção de recursos materiais e humanos ea disponibilidade de novos sites para construir observatórios e planetários.

– Qualquer membro da equipe irá seguir astronomia na universidade?

Eu acho que todos estamos considerando carreiras relacionadas ao STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) como engenharia aeroespacial e física. Por minha parte, eu gostaria de estudar física e depois especializar-se em algum ramo da astrofísica.

O time paraguaio ganhou cinco medalhas no OLAA 2017: 2 de ouro, 2 de prata e 1 de bronze. (Cortesia)

– Quando será realizada a Olimpíada Internacional de Astronomia e Astronáutica?

A IOAA ocorre em meados de novembro. O Paraguai nunca participou dessa competição global, seria a primeira vez. Claro, isso é se conseguirmos os recursos.

– Que atividades você fará para levantar fundos?

Organizamos uma série de atividades, como oficinas de astronomia e rocketry, dias de observação, palestras informativas, até vendas de alimentos. Tudo isso para cobrir o custo dos ingressos para a equipe olímpica que representará o nosso país nesta Olimpíada.

Este domingo 28 teremos nossa primeira atividade aberta. Um galo que será realizado às 10:00 da manhã, na Europa 2.150 c / Av. Próceres de Mayo. Esperamos ter uma boa participação.

– De acordo com os olímpicos, existe ainda mais ciência no Paraguai?

Sim. É importante enfatizar que a ciência está se tornando cada vez mais, mas ainda temos um longo caminho a percorrer. Precisamos investir mais, criar novos centros de pesquisa e, acima de tudo, começar a divulgar nossa pesquisa para que toda a sociedade esteja envolvida em atividades científicas.

Desta forma, será possível acessar melhores informações e assim melhorar a igualdade de oportunidades e usar o desenvolvimento científico como ferramenta para o crescimento econômico do Paraguai.

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