"Astrobiologia oferece oportunidades transdisciplinares para a América do Sul"

        

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Intercâmbios acadêmicos, pesquisa conjunta e colaboração entre agências espaciais foram levantadas por pesquisadores e especialistas em astrobiologia, que se encontraram há algumas semanas na cidade de Lima, no IV Congresso Internacional de Astrobiologia (CIAB). Segundo o doutor Octavio Chon, filósofo e coordenador do evento, essa ciência oferece à região o desenvolvimento do conhecimento em conjunto com diversas disciplinas.

O evento no Peru foi organizado pela Associação Peruana de Astrobiologia (ASPAST), pela Universidade Nacional de San Marcos e pelo Instituto de Astrobiologia da Colômbia (IAC). Cientistas internacionais e pesquisadores de diferentes áreas participaram. Nesta breve conversa com Science of the South o professor Chon fala sobre os desafios da astrobiologia, que nos últimos anos vem ganhando reconhecimento nas diferentes universidades e centros de pesquisa da América Latina.

A partir deste congresso, o Paraguai já faz parte da Rede Ibero-Americana de Astrobiologia.

Dr. Octavio Chon. (Fotos: Diego Asalde)

– Quais são os principais resultados do Congresso de Lima?

Esta é a primeira vez que o CIAB é realizado em Lima, reunindo os pesquisadores mundiais mais destacados neste campo, das humanidades às ciências naturais. É uma grande conquista para o país ter sido o anfitrião de um evento tão grande. Deve-se notar também que o V CIAB será realizado novamente no Peru.

Em termos de documentos, poderíamos extrair: Declaração de Lima sobre Astrobiologia e os acordos entre REDESPA-ASPAST e REDESPA-IAC. Foi feito o anúncio da incorporação do Paraguai à Rede Ibero-Americana de Astrobiologia, reunindo países como Chile, Colômbia, México, Peru e Espanha.

– Por que a astrobiologia é importante para a região da América do Sul?

É uma interdisciplina que se baseia na informação e conteúdo de outras disciplinas, motiva a colaboração entre especialidades no contexto da vida no universo. Estamos Sozinhos? Também amplia nossos horizontes e nos permite expandir os limites do conhecimento.

A astrobiologia é importante para a região da América do Sul, porque não se limita apenas às ciências naturais, abrange também as ciências sociais e, com ela, grandes oportunidades para o desenvolvimento do conhecimento transdisciplinar.

– Quais projetos ou programas podem ser executados entre os diferentes países?

Programas de colaboração internacional baseados em eventos, simpósios ou congressos, bem como colaboração entre agências espaciais de cada nação. A troca de especialistas e a exploração de lugares análogos a Marte são contextos que podem reforçar a astrobiologia local e encorajar a pesquisa, enquanto reavaliam a nossa.

Promover programas de graduação, pós-graduação e pós-doutorado que envolvam pesquisa astrobiológica.

– Quais mecanismos ou etapas você propõe para melhorar a astrobiologia na região?

Aumentar o intercâmbio acadêmico de especialistas relacionados à astrobiologia, promovendo eventos semelhantes ao CIAB, bem como programas de estudo do Ministério da Educação e empresas privadas.

Na região, temos muito potencial para descobrir e esta é uma grande oportunidade para o fazer. Podemos ser guiados por documentos internacionais como o NASA Astrobiology Roadmap o documento europeu europeu chamado Astrobiology and Society in Europe Today ou melhor ainda, nos elaborar mesmo um documento de caráter astrobiológico que nos identifica. A Declaração de Lima sobre Astrobiologia é um bom antecedente da mesma.

DECLARAÇÃO DE LIMA

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