Al-Coran e as religiões irmãs
O Islã é uma religião monoteísta, que tem seus princípios transcritos no livro sagrado: Al-Coran, por nós conhecido como Alcorão, ou simplesmente Corão. Os muçulmanos também se referem ao Alcorão usando um título de respeito, como Al-Karim "o Nobre" ou Al-Azim "o Magnífico".
A palavra Al-Coran deriva de um verbo árabe que significa "recitar", sendo, portanto, uma "recitação" ou algo que deve ser recitado.
O Islã é uma religião • sem dogmas, a não ser seu absoluto monoteísmo • sem sacramento, pois não existe separação entre sagrado e profano
• com uma só liturgia, o Salat - oração diária
• e no lugar do sacerdote, tem: teólogo - ulemá, pregador - khatib, mestre de oração - imã; pregoeiro da oração - muezzin, místico - sifi e asceta - faquir.
Para os islamitas, tanto judeus quanto cristãos conhecem a verdade de Allah (Deus único), e comungam da mesma fé, sendo chamados de "Povos do Livro".
Diferenças e igualdades
Lutando por causas iguais - a religião de Abrão - Jesus (Isa no Alcorão) e Maomé tiveram trajetórias diferentes, mas êxitos relevantes. Jesus lutava pela libertação de seu povo do opressor jugo romano, a de Maomé pela restauração da religiosidade perdida.
Frente à impossibilidade de confronto militar, a vitória de Jesus se deu pela libertação das mentes, ao implantar a noção da igualdade de todos. Ao assumir só a prisão, seu sacrifício impede a revolta e o massacre de seu povo. Como redentor e mártir na crucificação, sua mensagem se difunde, tornando-se universal.
Já Maomé criou a luta armada para unir o povo e restaurar a sua religiosidade, o que o fez guerreiro e governante. Seu êxito é demonstrado não só pelo Império que conquistou, mas pela força da religião que criou.
Com outra trajetória, no Islã não existe a imagem do Redentor, pois não houve crucificação. Nem o conceito de Pecado Original pela expulsão do Jardim do Éden, provavelmente por não ter divisão entre sacro e profano.
|