Serpaj apresenta livro sobre educação durante a ditadura stronista

        

O terceiro volume do livro "Relações entre autoritarismo e educação no Paraguai 1869 – 2012" foi apresentado na terça-feira, 20 de novembro, no Museu das Memórias. (Ciência do Sul)

        

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A organização Serviço de Paz e Justiça (SERPAJ-Paraguai), com apoio da Diakonia, apresentou na terça-feira 20 o terceiro volume de uma investigação sobre "Relações entre autoritarismo e educação no Paraguai 1869 -2012" ]de autoria de David Velázquez Seiferheld e Sandra D'Alessandro.

O evento foi realizado em um site emblemático: o Museu de Memórias (antiga Direção Nacional de Assuntos Técnicos do Ministério do Interior). Lá, eles pegaram os presos políticos e os torturaram pela oposição que fizeram ao regime despótico

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Este volume inclui uma análise da ditadura de Alfredo Stroessner (1954 – 1989) e faz parte de um extenso trabalho realizado pelo SERPAJ a respeito da história crítica da educação paraguaia. A apresentação ficou a cargo, além dos autores, de Ana Portillo e Ana Barreto. O trabalho faz parte da história social do Paraguai.

"Em física ou química, o cientista pode freqüentemente ignorar ou dispensar a história de sua disciplina. Hoje, um químico não precisa passar pela alquimia para fazer seu trabalho, mas, por outro lado, um educador precisa de sua história para poder se apresentar ", assegurou Velázquez Seiferheld perante um público diversificado formado por ex-vítimas da ditadura, educadores e estudantes universitários.

Por sua vez, Barreto disse que, com base em documentos e publicações jornalísticas, especificamente em meados da década de 1970, ele pôde demonstrar como os supervisores educacionais desempenharam um papel fundamental na construção e no apoio do sistema totalitário. Por sua parte, Portillo indicou que muitas seqüelas do autoritarismo educacional ditatorial persistem hoje e é por isso que o livro deve ser lido e analisado pela população.

O trabalho, além de fazer uma caracterização ao regime totalitário que governou com apoio do Exército e do Partido Colorado, documenta e analisa como o Governo Mais Forte instrumenalizou à educação para permanecer no poder com um sistema que propôs submissão, obediência e terror Inclui dados sobre a reforma educacional de 1957, as inovações com a reforma de 1973, a análise do discurso estronista no sistema educacional e uma visão sobre o currículo, textos escolares e até mesmo os papéis de gênero impostos pela ditadura.

Também se menciona a autorreferencialidade ditatorial, que negava qualquer forma de visão crítica nos livros escolares.

Greves e intervenções

Além disso, "Relações entre autoritarismo e educação no Paraguai 1869 – 2012", recolhe a resposta da comunidade educacional nacional ao regime. O livro analisa a greve estudantil de 1959, a intervenção da Escola Cristo Rey e a experiência educacional das Ligas Agrárias Cristãs, evidenciando a resistência que existia, além do discurso oficial que homogeneizou a população paraguaia.

Antes deste volume, dois volumes foram publicados. Um que cobre o período de 1870-1931 e o outro analisa o ciclo de 1931-1954. O próximo volume, e último, estudará a educação durante a transição democrática (1989 – 2012).

A apresentação da obra ficou a cargo de Ana Portillo, David Velázquez, Sandra D'Alessandro e Ana Barreto. (Ciência do Sul)

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